"Chega de conciliação!", afirma o economista e professor da UnB José Luís Oreiro, comentando que "existe um limite à estratégia de conciliação perpétua do governo Lula". "Ele [Lula] não enfrenta os problemas", pontua ao analisar a relação do presidente da República e de sua equipe econômica com o mercado financeiro.
Crítico da atual política monetária do Banco Central, que mantém a taxa Selic no patamar elevado de 15%, Oreiro lembra o presidente Lula "bateu pesado na questão dos juros" nos dois primeiros anos deste terceiro mandato, porém, "quando coloca o indicado, que era o menino de ouro do PT [Gabriel Galípolo], ele aumenta os juros". "Era para ter resolvido", adverte, descrevendo que Galípolo aumentou a taxa de juros e mantém mesmo com a inflação na tendo convergido para dentro do intervalo de tolerância do regime de metas de inflação.
"O que se discute é que talvez em março [na reunião do COPOM] haja uma redução de meio ponto percentual, ora, se nesse período a inflação, no acumulado de 12 meses, cair mais de meio ponto percentual, o juros real vai continuar subindo", explica o professor.
Confira o programa completo no canal Da Prática Política no YouTube.

0 Comentários