"Essa guerra, provavelmente, vai se alongar por um bom tempo e pelo visto, talvez, até chegue nas eleições e meio de mandato". A avaliação é do especialista em história das relações internacionais e doutor em geografia humana Ramez Maalouf, descrevendo seu cenario para o confronto entre EUA e Irã, iniciado a partir de um ataque estadunidense em 28/2 que matou o líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

Para Maalouf, "tem uma métrica que é própria de lucratividade dos seus negócios e tem uma métrica também em relação a não permitir que o Irã tenha vantagens a partir da sua vitória estratégica contra os Estados Unidos". "Eles [EUA] também jogam a longo prazo. Essa é uma arma que os Estados Unidos têm, que é muito poderosa", afirma, citando como exemplo a Síria, cujo os projetos de destruição remetem à década de 1940, mas que só se concretizou em 2024, com a deposição do presidente Bashar Al-Assad e a ascensão do grupo HTS.

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